sexta-feira, 29 de maio de 2009

DRAGÃO, O ESPÍRITO:


Para todos os efeitos explicativos, o Dragão resume em si toda a força criadora e destrutiva do Universo. Esta força, vezes chamada de Chi, é a junção da Deusa e seu Consorte, em êxtase Divino.

Desde tempos imemoriais, o Dragão tem sido o símbolo do poder espiritual em diversas culturas. Mesopotâmia, extremo oriente, Europa...

Para os sumerianos e babilônicos, o Dragão encarnou a figura arquetípica da Deusa Criadora, e também destruidora, chamada Tiamat.

Sendo o Dragão uma força absoluta e libertária, é óbvio que atraiu inúmeros inimigos. Na cultura celta era celebrado como a força ancestral e primitiva dos Deuses, a bandeira do Dragão era a Bandeira do Rei, um sinônimo de nobreza e honradez, levando ao surgimento de várias lendas. Na Heráldica o Dragão significa defesa da própria terra, a fúria com que o portador do brasão reagiria em caso de invasão. Para os chineses, o Dragão é ainda um componente de suas crenças, quer seja representando a intervenção divina, quer seja como um arauto de conhecimentos milenares, sorte, ou brincadeiras.

Esta força chamada Dragão, que ora é representada como um réptil alado ou não, é um traço presente tanto na natureza quanto na humanidade, onde se manifesta com rara freqüência e em poucos indivíduos. Quando um raio corta os céus, quando o mar se agita, um vulcão acorda, um furacão varre a terra, etc.

Na humanidade, apresenta-se como um ímpeto avassalador que leva ao extremo da existência. É como se a vida perdesse o sentido e então tudo renascesse, mais colorido, mais vívido, mais intenso. Um humano que abriga um Dragão dentro de sua alma não passa desapercebido, pois sua presença pode incomodar, tal a violência de sua vibração, no sentido de intensidade e inconstância. É um ser de extremos, de emoções intensas, de atitudes radicais e instantâneas. Se você não agradar um Dragão à primeira vista, jamais o fará. Conviver com um humano-dragão é tão difícil quanto se expor à fúria de um vendaval. É preciso paciência e determinação se quiser extrair o que há de melhor nele.

À primeira vista, o dragão humano pode parecer extremamente sedutor, a vivacidade que brota de suas palavras e do seu olhar encanta, fazendo qualquer um crer que ele é capaz de tudo que desejar. Ou pode mesmo parecer um ser muito tosco, insensível e desagradável. Mas se ao invés de querer agarrar esse dragão como se fosse um troféu para exibir em sua parede, tiver a gentileza de deixá-lo livre, desfrutando apenas de suas habilidades ígneas, ele será sempre uma fonte de energia vital e elemental. A força do Dragão reside na liberdade. É a liberdade que alimenta suas chamas, que endurece suas escamas, que faz suas asas alçarem vôos.

A pessoa que convive, ou que conheceu, um dragão-humano pode atestar a veracidade destas observações. Sabem que é ótimo para emprestar o entusiasmo que lhe falta para começar aquele projeto, tomar aquela atitude, fazer tal escolha. Mas que é incapaz de fazer algo em benefício próprio, a não ser que encontre alguém que saiba como acalmar a furiosa tempestade que vive em um dragão, e a transforme em chuva que rega o campo fértil sem danificá-lo. A imagem que temos dele, um animal grotesco, porém majestoso, assustador e ao mesmo tempo inebriante é uma metáfora perfeita para descrever a natureza de sua psique controversa.

O Dragão, tanto o mítico como o arquétipo psicológico, evoca força, selvageria, nobreza, magia, momentos decisivos. É importante observar que o que parece à primeira instância um rugido mal educado pode ser apenas um modo draconiano de dizer que ele se preocupa com você (coisa rara) e que está ciente de suas necessidades. Requintes intelectuais não são freqüentes em Dragões, pois seu instinto vale mais que mil conjecturas.

Passando para o plano da magia, o Dragão assume o papel de energia catalisadora e ampliadora de qualquer intenção mágica. Sendo uma fonte permanente de mana, é de muita utilidade em feitiços que necessitam de resposta rápida.

Para se conseguir a sintonia de um Dragão é preciso que se torne um deles, pelo simples motivo que os seres draconianos não se afinizam com os ideais humanos, tornando-se arredios a qualquer tentativa de serem usados como meros fazedores de milagres ou babás de caprichos humanos. Tornando-se um Dragão, o humano passa a vibrar em uma sintonia onde a futilidade e o ostracismo não são perceptíveis, envolvendo-se, quase que por uma compulsão, em tarefas que exigem muito desprendimento e espírito altaneiro.

É muito comum que bruxas e bruxos pratiquem a dragon-magick, pois ela foi desenvolvida por bruxas para bruxas. Pela afinidade espiritual e ideológica, bruxas e dragões são parceiros formidáveis em batalhas mágicas, desenvolvimento espiritual e sensorial.

Não importa se a imagem dos Dragões chega aos nossos dias carregada de equívocos, superstições, adaptações ou ignorância. O importante é que eles são reais se os compreendermos da maneira adequada, que vivem normalmente entre humanos e nuvens, e que estão longe, muito longe de serem uma lenda.

2 comentários:

Vagner Moreira disse...

Também acho dragões intensamente interessantes. Se quiser, visite o meu blog: www.apaixaodeumapocilga.blogspot.com.br

Vivian Moutinho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.