sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O MUNDO:


O mundo

As gotas de orvalho
É pura magia
E seu cheiro pela manhã
Que nos esvazia

O cair da noite
É de um silêncio profundo
Que nos submete a outra dimensão
A um novo mundo

Nada esta em repouso
Tudo esta em movimento
Cada um no seu ritmo
Tudo há seu tempo

O vento que me faz relaxar
É o mesmo que me faz pensar
Onde é que isso vai dar,
Onde tudo vai acabar?

Vejo a minha volta
Um mundo de destruição
Cercado de gente doente
Rumo a nossa extinção

Uma casa a qual o "pai"
Tomou as rédeas da situação
E a família a sua volta
Submeteu-se a humilhação

Após anos que se passaram
Depois de muita repressão
A Mãe esta voltando
E entreguemos as rédeas sem suas mãos

Chega de um mundo cruel
Onde a guerra é solução
O que eu quero é a vida
É a nossa união

Durante anos fomos seguidos
Sob jura de morte e perseguição
E os anos se passaram
Mas nós não sumimos não!

Se o seu Deus é um Deus justo
Só quero uma explicação
Pais matando seus filhos
Isso não é justo não

Que mundo é esse onde nós vivemos
Em que pessoas se matam por solidão
Se o seu Deus ama a todos
Por que pessoas morrem em vão

Eu quero amor, paz e alegria
Que a vida seja prazerosa
Onde eu possa ser feliz
E que eu sinta a magia

O mundo precisa de uma mãe
Que há muito lhe foi roubado
Para que com amor
Tudo seja restaurado

O patriarcalismo que há muito nos sufocou
Com ele vieram as guerras santas,
Vieram fogueiras e morte
E o sangue então jorrou

Não precisavam de amor
E sim de medo e devoção
O saber era proibido
Subjugaram a todos então

Eu sinto a dor inebriante
De todos os meus irmãos
Que queimaram em fogueiras
Por sua dedicação

Uma nova era se aproxima
É tempo de decidir então
Continuamos assim
Ou entreguemos as rédeas do mundo em outras mãos

Muitos vão dizer
Isso é idiotice, palavras sem coesão
Já se foram dois mil anos
Eu não quero mais dois mil com a mesma repetição

Chega de um pai
Que olha tudo de seu trono
Eu quero uma mãe presente
Que seja minha base onde os pés posiciono

Chega de um mundo
Cheio de prédios e avião
Quero sentir os ventos em meus cabelos
Tocar os pés no chão

Onde eu possa cultuar
A natureza dia-a-dia
E os elementos
Com alegria

Que a nossa mãe
A Grande Mãe que é amor e alegria
Eu não vos peço humilhação
Somente espero harmonia

Muitos já morreram
Por amor não me negar
E a todos recebi
Com amor em meu lar

E agora retornei
Por anos me escondi
No coração dos que me amam
E me cultuavam dentro de si

E por ano me escondi
Mas agora retornei
Pra cuidar do meu corpo
E cuidar de vocês

Eu vos ensino o caminho do carinho e amor
Pois não há outra verdade
Eis que só tenho um aconselhamento
Sem mal a ninguém fazer, faça o que preciso for

Já tive muitos nomes
A longo que a terra segue sua jornada
Incontáveis a ponto de tantas estrelas
Que já foram apagadas

Nessa era que se inicia
Brilha um pequeno feixe de luz em meio à escuridão
Meus filhos meu nome é Gaia
Resido em seus corações!

Fael

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